A Índia vai enviar amanhã, dia 14 de Julho de 2013, aquele que será o último telegrama do mundo. Após 163 anos de existência, o governo decidiu acabar com o serviço por ser economicamente inviável devido à concorrência dos telemóveis, email, SMS e serviços de chat.

Esta notícia chamou-me a atenção sobre uma tecnologia que revolucionou não só as comunicações, mas influenciou também a História da Humanidade. Mas que mudanças operou, direta ou indiretamente, esta tecnologia? E o que teria sido desta tecnologia se nada tivesse mudado?

O sistema de telegrafia nasceu em França, em 1792, sendo composto por uma série semáforos luminosos dispostos em linha que recebiam uma mensagem codificada e a retransmitiam para o semáforo seguinte. Mas, muito antes disto, já os Índios americanos comunicavam com sinais de fumo, embora tal não se possa considerar telegrafia.

O primeiro telegrama transmitido por sinais elétricos foi enviado por Samuel Morse, em 1837. Mas primeiro Morse teve que inventar uma codificação para o envio de sinais e assim nasceu o famoso “código morse”.

Este sistema tornou-se um dos principais meios de comunicação na índia a partir de 1850, data em que foi enviado o primeiro telegrama experimental a partir de Calcutá. Desde 1854, data em que o serviço foi aberto ao público, as agências telegráficas proliferaram e, em meados da década de 1980, e existiam cerca de 45 000 que processavam aproximadamente de 600 000 telegramas por dia!

Embora inicialmente a Índia utilizasse a tecnologia original, recorrendo ao código morse e a linhas dedicadas para enviar os telegramas, mais recentemente já eram utilizados sistemas informatizados.

No entanto, nas últimas décadas, a mudança de hábitos dos consumidores e a disponibilidade de novas tecnologias ditaram perdas anuais de 23 milhões de dólares e finalmente o encerramento do serviço.

O telegrama, promotor de tantas e tão significativas mudanças, foi também ele vítima das mudanças mais recentes!

STOP.

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